O método
Se um passo não produz artefato, ele não é um passo. É uma reunião.
A ordem não é decorativa. Pular o diagnóstico é projetar uma casa sem visitar o terreno; automatizar antes de mapear é acelerar o erro. Cada passo abaixo declara a dor que o justifica e termina em algo concreto que você pode abrir.
O terreno antes da planta
Quase toda empresa acha que sabe como está o próprio ambiente de dados. O inventário costuma discordar: bases duplicadas, rotinas que ninguém mantém, relatórios cuja origem ninguém sabe explicar.
Assessment técnico do cenário real. Levantamos o que existe, o que é usado, o que custa e o que está em risco, antes de propor qualquer arquitetura.
O que fazemos
- Inventário de bases, integrações, rotinas e relatórios em uso
- Mapa de dependências e pontos únicos de falha
- Levantamento de custo atual: licença, processamento e hora de time
- Riscos de segurança, privacidade e conformidade
- Priorização por impacto: o que resolver primeiro e por quê
Artefato ao fim deste passo
Relatório de assessment com inventário, riscos, custos e uma fila de prioridades defensável.
IA em cima de dado ruim é só erro mais rápido
Projeto de IA que falha raramente falha no modelo. Falha porque o dado chega atrasado, incompleto, sem dono e sem definição. Ninguém confia no número que sai do outro lado.
Arquitetura e engenharia de dados: modelagem, ingestão, transformação, catálogo e governança. Escolhemos a arquitetura primeiro e a ferramenta depois. Sempre nessa ordem.
O que fazemos
- Proposta de arquitetura: lakehouse, data warehouse, lake ou o híbrido que couber
- Migração e modernização de ambientes legados, sem parar a operação
- Pipelines de ingestão e transformação com teste e observabilidade
- Modelagem dimensional e camadas de consumo para BI e ciência
- Catálogo, linhagem, controle de acesso e política de retenção
- Formação do time interno, porque a fundação precisa sobreviver à nossa saída
Artefato ao fim deste passo
Ambiente de dados em produção, documentado, com pipelines versionados e time capaz de operar.
Não se automatiza o que ninguém consegue descrever
O processo desenhado em 2019 não é o processo que acontece hoje. Entre os dois existe uma camada de exceções, atalhos e conhecimento tácito. É aí que mora o custo.
Mapeamento do trabalho como ele de fato ocorre. É o passo que usa o Mapper AI: captura do trabalho real, com privacidade por construção, que vira base de conhecimento homologada por gente.
O que fazemos
- Captura do trabalho real por observação, não por entrevista
- Passos, decisões, exceções e sistemas usados, com a evidência citada
- Homologação por um responsável nomeado: ninguém se autoaprova
- Base de conhecimento viva, versionada, consultável por humano e por agente
- Identificação de gargalo, risco e oportunidade de automação com custo e retorno
Artefato ao fim deste passo
Processos homologados no Knowledge Center e uma lista de oportunidades priorizada por retorno.
Demo é fácil. Produção é o trabalho
A maior parte das provas de conceito de IA morre no caminho entre o notebook e o usuário. Faltou integração, faltou tratamento de erro, faltou alguém responder pelo resultado.
Construção do que o diagnóstico apontou: agentes, automações, modelos, aplicações ou produto completo, com qualidade de produção desde o primeiro commit.
O que fazemos
- Agentes e automações por indivíduo, time ou organização inteira
- Modelos de predição, recomendação, priorização e roteirização
- IA conversacional ancorada na base de conhecimento da empresa
- Aplicações, sites e integrações com os sistemas que já existem
- Experimentação controlada antes de escalar: hipótese, medida, decisão
Artefato ao fim deste passo
Solução integrada ao fluxo real, com métrica definida antes de subir e responsável nomeado.
O que não é medido e governado vira dívida
IA em produção sem controle de custo e sem governança começa barata e termina como uma linha inexplicável na fatura. Ou como um incidente de dados.
Colocamos limite, medida e dono em cima disso: custo por operação, política de uso, trilha de auditoria e revisão baseada no número que a solução moveu.
O que fazemos
- Medição de custo por operação e por caso de uso, com teto definido
- Roteamento entre modelos por custo e criticidade da tarefa
- Governança de acesso, trilha de auditoria e política de dado sensível
- Métricas de negócio acompanhadas depois da entrega, não só na proposta
- Evolução contínua, com desligamento do que não provou valor
Artefato ao fim deste passo
Painel de custo e resultado, política de governança e um ciclo de revisão com data marcada.
Primeiro passo
Comece pelo diagnóstico.
Antes de propor arquitetura ou produto, a gente olha o cenário real: que dado existe, como o trabalho acontece hoje e onde está o custo. Sem isso, qualquer recomendação é chute bem-vestido.